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Albuminúria Excesso de uma proteína (albumina) na urina. Considerado como um sinal de Nefropatia e de risco vascular aumentado.
Antidiabéticos orais Medicação oral tomada pelos doentes com Diabetes Tipo 2 para manter os valores da Glicemia tão próximo do normal quanto possível e para combater outros factores de risco vascular e para combater as Complicações associadas à Diabetes. As principais classes de Antidiabéticos orais são: Biguanidas, Derivados da D-fenilalanina e Meglitinidas, Inibidores das Alfa-Glicosidases, Sulfonilureias e Tiazolidinedionas (ou Glitazonas).
Autocontrolo Glicémico Processo continuo de gestão da Diabetes. Inclui o planeamento das refeições, planeamento da actividade física, monitorização da Glicemia, toma da medicação, resolução das situações de doença súbita e de Hiper ou Hipoglicemia, gestão de situações fora da rotina (viagens), etc. O plano de intervenção é delineado conjuntamente pela pessoa com diabetes e pelos diversos profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, etc.
Biguanidas Uma das classes de Antidiabéticos orais que reduz a Glicemia através da redução da produção de Glicose pelo fígado e que também contribui para fazer com que o organismo responda melhor à Insulina existente em circulação no sangue, diminuindo a Insulinorresistência (exemplo: metformina).
Bombas de Insulina Dispositivos de pequenas dimensões, habitualmente colocados num cinto ou num bolso, e que permitem a administração contínua e programada de Insulina. Através de uma fina tubagem de plástico flexível e de uma pequena agulha inserida logo abaixo da pele, pode ser administrada Insulina de acordo com as necessidades previsíveis (níveis basais) e de acordo com as solicitações (p. ex. reforços da dose de Insulina para responder às refeições).
Caloria (ou kcal) Unidade que representa a energia proporcionada pela comida. As fontes de calorias são as Gorduras (9 kcal por grama), os Hidratos de Carbono (4 kcal/g), as Proteínas (4 kcal/g) e o Álcool (7 kcal/g).
Células Beta As células que produzem Insulina e que se localizam no pâncreas, em agrupamentos chamados Ilhéus.
Cetose Acumulação de cetonas no organismo, substâncias resultantes de passos intermédios e de vias alternativas ao metabolismo normal. A ceto-acidose é uma situação de emergência em que valores muito elevados de Glicemia, associados a uma grave carência de Insulina levam a que o organismo degrade gorduras para obter energia, acumulando-se cetonas no sangue e urina. Os sinais desta situação são habitualmente náusea e vómitos, dores abdominais, hálito 'a maçãs verdes' e respiração acelerada. Se não for tratada rápida e eficazmente poderá levar a coma e à morte.
Complicações Crónicas Consequências a médio e longo prazo da Diabetes, que podem consistir em lesões nos olhos, coração, vasos sanguíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, rins, pés e pele. Os estudos indicam que um adequado controlo da doença, mantendo os níveis de Glicemia, de tensão arterial e de colesterol dentro dos valores aconselhados pode evitar ou retardar este tipo de problemas. Estas complicações podem já estar presentes aquando do diagnóstico no caso da Diabetes de tipo 2.
Crescimento As crianças e os adultos podem sofrer os efeitos da produção de quantidades insuficientes da hormona de crescimento. Os endocrinologistas pediátricos tratam as crianças que sofrem de problemas endócrinos que causam baixa estatura ou outras doenças do crescimento. Os adultos com carência de hormona de crescimento podem sofrer perturbações emocionais e psicológicas, e sensação de fadiga. A terapêutica de substituição com hormona de crescimento é segura e eficaz e está disponível para indivíduos com alterações do crescimento.
Derivados da D-fenilalanina Classe de Antidiabéticos orais usados no tratamento da Diabetes tipo 2, semelhantes às Meglitinidas, que baixam os níveis de Glicose no sangue ao contribuir para que se liberte mais Insulina logo após as refeições (exemplo: nateglinida).
Diabetes Gestacional Tipo específico de Diabetes que surge unicamente durante a gravidez e que habitualmente 'desaparece' após o parto, mas que indica um risco aumentado para a mulher afectada de mais tarde vir a ter Diabetes. A DG é tratada através de um plano alimentar apropriado, actividade física e, em certos casos, Insulina.
Diabetes Mellitus Doença caracterizada por Hiperglicemia e que resulta da incapacidade do organismo em utilizar a Glicose existente no sangue como forma de energia. Na Diabetes Tipo 1 pâncreas não produz mais insulina (ou produz muito pouca), o que não permite que a Glicose presente no sangue entre nas células e seja utilizada como energia. Ocorre quando o sistema imunitário do organismo ataca indevidamente a células produtoras de Insulina provocando a sua destruição. É mais comum nos jovens mas pode surgir em adultos. Na Diabetes Tipo 2 a produção pancreática de insulina não é suficiente para as necessidades do organismo. Ocorre uma situação de insulinorresistência em que as necessidades de Insulina são muito superiores ao que seria normal: numa primeira fase o pâncreas responde com o aumento na produção mas, com a evolução da doença, acaba por entrar em 'exaustão' e a produção de Insulina vai diminuindo. É mais comum em indivíduos adultos e idosos mas pode surgir em jovens.
Diabetes Secundária Diabetes causada por outras doenças, por traumatismos, por medicamentos ou por substâncias químicas.
Glicemia Níveis de açúcar (Glicose) no sangue. Os valores normais em jejum (após 8 a 10 horas sem ingerir alimentos), geralmente determinados antes do pequeno-almoço, situam-se abaixo dos 110 mg/dl.
Glicómetro Aparelho ou sistema que permite determinar a Glicemia. Obtém-se uma gota de sangue puncionando a pele com uma lanceta, coloca-se a amostra numa tira própria e aguarda-se a indicação do resultado.
Glicose Principal fonte de energia para o metabolismo celular. Trata-se de um monossacarídeo (um açúcar, Hidrato de Carbono simples) cuja origem é, fundamentalmente, a digestão de outros Hidratos de Carbono, mas que pode igualmente ter origem nas células, pelo metabolismo de gorduras e proteínas.
Glicosúria Presença de Glicose na urina, correspondendo geralmente a uma elevação significativa dos seus níveis no sangue.
Glitazonas Ver Tiazolidinedionas
Ilhéus do Pâncreas
Conjuntos celulares do pâncreas endócrino (i.e. cujas substâncias produzidas são libertadas no sangue) que produzem diversas Hormonas, entre as quais a Insulina.
Índice de Massa Corporal
Indicador utilizado para avaliar a relação entre o peso e a estatura de uma pessoa. Utiliza-se para determinar se um indivíduo tem peso a menos, peso normal, sobrecarga ponderal ou obesidade. Calcula-se dividindo o peso (em kg) pelo quadrado da estatura (em m2).
Inibidores das Alfa-Glicosidases
Uma das classes de Antidiabéticos orais utilizados na Diabetes Tipo 2. Proporciona uma mais lenta e menos pronunciada elevação dos valores de Glicemia, sendo a sua acção mais evidente na redução das elevações glicémicas que ocorrem após as refeições. Actua bloqueando enzimas que digerem os Hidratos de Carbono complexos.
Insulina
Hormona produzida pelo pâncreas, cujos níveis, em circunstâncias normais, estão estreitamente relacionados com os níveis de açúcar no sangue. A elevação da Glicemia é um estímulo para a produção de Insulina. A insulina promove a absorção da Glicose pelas células, permitindo o seu aproveitamento como fonte de energia; promove também a acumulação de Glicose no fígado sob a forma de glicogénio, que funciona como uma fonte de energia ao ser reconvertido em Glicose em situações de stress ou exercício.
Insulina de Acção Curta
Tipo de Insulina que inicia a sua acção cerca de 30 minutos após a administração e que tem o seu efeito máximo entre 2 e 5 horas depois da injecção, dependendo do tipo concreto utilizado.
Insulina de Acção Intermédia
Tipo de Insulina que inicia a sua acção cerca de 1 a 2 horas após a administração e que tem o seu efeito máximo entre 6 e 12 horas depois da injecção, dependendo do tipo concreto utilizado.
Insulina de Acção Longa
Tipo de Insulina que inicia a sua acção cerca de 4 a 6 horas após a administração e que tem o seu efeito máximo entre 10 e 18 horas depois da injecção.
Insulina de Acção Rápida
Tipo de Insulina que inicia a sua acção cerca de 5 a 10 minutos após a administração e que tem o seu efeito máximo entre 30 minutos e 3 horas depois da injecção, dependendo do tipo concreto utilizado.
Insulinorresistência
Alteração metabólica em que o organismo não utiliza a Insulina de forma eficiente. É uma alteração cuja quantificação não é simples, e que pode ocorrer quer a Glicemia esteja normal ou não.
Meglitinidas
Classe de Antidiabéticos orais usados no tratamento da Diabetes Tipo 2, semelhantes aos Derivados da D-fenilalanina, que baixam a Glicemia fazendo com que o pâncreas liberte mais Insulina logo após as refeições (exemplo: repaglinida).
Nefropatia Diabética
Conforme indica a designação, trata-se de uma doença dos rins. A Hiperglicemia e a hipertensão arterial provocam lesões nos rins, levando à perda de proteínas na urina e causando uma progressiva perda de função destes órgãos, de que resulta a incapacidade do organismo se libertar de substâncias e de excesso de líquidos.
Neuropatia Diabética
Conforme indica a designação, trata-se de uma doença do sistema nervoso. As 3 principais formas de Neuropatia que ocorrem associadas à Diabetes são a N Periférica, a N Autonómica e a Mononeuropatia. A forma mais comum é a N Periférica que afecta sobretudo os pés.
Retinopatia Diabética
Conforme indica a designação, trata-se de uma doença da retina (zona dos olhos onde é feita a captação da imagem). As principais lesões ocorrem nos pequenos vasos da retina e podem levar à perda de visão.
O diagnóstico e tratamento precoces (nomeadamente com recurso a laser) podem limitar a sua gravidade.
Síndrome Metabólica
Situação que se caracteriza pela ocorrência em simultâneo, no mesmo indivíduo, de várias perturbações, incluindo obesidade, Insulinorresistência, Diabetes ou alterações do metabolismo da Glicose, Hipertensão arterial e Dislipidemia.
Sulfonilureias
Classe de Antidiabéticos orais usados no tratamento da Diabetes tipo 2 que baixam os níveis de Glicose no sangue ao contribuir para que o pâncreas liberte mais Insulina e ajudando o organismo a utilizar melhor a Insulina disponível (exemplos: glibenclamida, gliclazida, glimepirida, glipizida).
Teste de Tolerância à Glicose
Prova de sobrecarga para avaliar como o organismo responde à ingestão de uma quantidade padronizada de Glicose. No adulto, e em circunstâncias normais, utiliza-se 75 g de Glicose, determinando-se a Glicemia antes e 2 horas após a ingestão. Consideram-se valores normais após 2 horas os inferiores a 140 mg/dl; valores situados entre 140 e 200 mg/dl caracterizam a situação designada por anomalia da tolerância à Glicose; valores iguais ou superiores a 200 mg/dl indicam a existência de Diabetes Mellitus.
Tiazolidinedionas (ou Glitazonas)
Classe de Antidiabéticos orais usados no tratamento da Diabetes tipo 2 que ajuda a baixar os níveis de Glicose no sangue tornando as células mais sensíveis à insulina (exemplos: pioglitazona e rosiglitazona).
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